
O SONHO
Sonhei que eu era um rio,
Diferente dos demais.
Incoerente... Vadio...
Pois só andava pra trás.
No inverno, me recolhia,
E no verão, a água corria,
Pra não ter filhos sem pais.
Pois ficavam todos,
Na terra natal!
Pedra que não cria lodo,
É pedra de litoral.
Olhos tristes, ali brilhavam,
O antes cinza, verdes cores.
E alegre, as plantas floravam,
Atraindo os beija-flores.
Foi quando eu acordei,
E uma sirene escutei,
Carregando as mesma dores.
E pra realidade,
Eu logo voltei.
O rio, ficou na vontade...
Água, só a que chorei.
ALQUE
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