Momentos Poéticos

Momentos Poéticos

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010



PERDAS E GANHOS

No jogo da vida, não nos cabe sempre vencer,
Pois o tempo é uma gangorra,
Que nos fará subir e descer.

Ao nascer, perdemos o abrigo,
E ganhamos a liberdade;
Ao crescer, ganhamos independência,
E perdemos o aconchego familiar;
Ao descobrir, ganhamos sabedoria,
Luz que a tudo irradia.
Ao amar, ganhamos o companheirismo,
E perdemos a individualidade.
Ao envelhecer, perdemos a vitalidade,
Mas acumulamos experiências.
E dizem que ao morrer,
Não se perde a vida, eterniza-se!

Cris Menezes
(Gravura:google imagem)

POBRE, DOS POBRES ...

Pobre, dos pobres do mundo inteiro...
Que de janeiro a janeiro,
Levam a vida por um triz.
No inverno escorrem nos bueiros,
No verão queimam em braseiros...
E nem sabem o que é ser feliz.

No peito há um frio, de campo minado...
Cruzar o rio, está arriscado...
Pois tem cerca no meio...
E sempre pelo correio,
Seus sonhos são confiscados.

Tom da pele , não muda clemência...
Sua presença ou ausência,
Nada tem a ver com a cor.
Nos pólos, sofrem com o frio...
E o prato é também vazio,
Na linha do Equador.

ALQUE
(Gravura: google imagem)






segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FLORES PRA ALEGRAR, ENFEITAR E PERFUMAR A SEMANA!!

FOTO: Cris/ Exposição de orquídias Dragão do Mar





sábado, 30 de janeiro de 2010



MINHA TATUAGEM

Terei sempre no rosto, lágrimas de um coração que chora, por uma saudade eterna.
Mãe Helena 30/08/09

Cris Menezes
(Gravura: google imagem)


UMA CONVERSA COMIGO


Numa dessas noites, em que o sono foi embora...
Busquei em meu lado sensato,
Uma conversa, um contato...
Até que surgisse a aurora.
E falamos, de tudo e que esse tudo, pode ser pouco...
Pois as dores dos grandes prédios,
Tentam curar com um remédio,
Que só faz deixar mais louco.
É que a consciência, nunca pode ser vendida...
Vendavais espreitam as mentes...
E o peso que há nas correntes,
Não compensa a boa vida.
Depois de muitos assuntos, sem ter escolhido meta,
Descobri que meu outro lado,
É com eu, às vezes calado...
Pois também é um poeta.


ALQUE
(Gravura: google imagem)




sexta-feira, 29 de janeiro de 2010




ASSIM, O MUNDO NÃO MELHORA!

Todos nós desejamos viver num mundo melhor, já ouvimos muito, que tudo depende de nós, e depende mesmo. Mas como alcançar tão utópico desejo, se no dia a dia vemos nossa esperança se esvair... Pois vivemos exaltando tudo de ruim que nos cerca, fazendo apologia a violência, esta tão estampada em nossos telejornais e nos cinemas; tudo isso por conta da ganância humana pelo dinheiro e poder; com as religiões sendo mais um comércio do que ensinamentos de amor ao próximo e as famílias tão desestruturadas, não mais educando seus filhos, e esses, desgarrados vivem feitos animais em uma
selva, entregues a sua própria sorte; onde os valores estão deturpados, hoje ser bom é sinônimo de fraqueza.
As escolas, que poderiam ser a luz no fim do túnel, seguem um sistema político e não priorizam o aprender, pois para os governantes, esse é o jeito de manipular o povo e manter a sua ignorância.
E por fim, nossa terra, como eu, também grita, ela que nos abriga e alimenta, hoje se encontra agredida pelas mãos dos próprios filhos, e agoniza a espera de socorro.
Se você também pensa como eu, junte se a mim, e vamos conscientizar nossa gente, a fazer o mundo diferente.

Cris Menezes
(Gravura: google imagem)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010



A ENTREGA

Entrego a ti, minha vida; pra enchê-la de alegria.
Entrego a ti, minha alma; pra navegar na calmaria.
Entrego a ti, meu coração; pra nele habitar e não existir solidão.
Mas entrega maior, é do meu corpo ao teu...
Que me eleva, no mais sublime apogeu.

Cris Menezes
(Gravura: google imagem)


A SAGA DE ANTÔNIA

No começo, éramos flores...
Cercados pelos cantores...
Os donos da imensidão.
E o sol, dos seus refletores...
Derramou, rios de horrores!
Pra tudo virar sertão.
E lá fomos nós... Seguindo uma voz...
Lembrar, corta o coração.
E as flores tão coloridas,
Aos poucos murcharam a vida...
Até que uma secou.
E a JARDINEIRA, sofrida,
Esqueceu suas feridas
E com lágrimas nos regou.
Hoje, se somos bons frutos,
É que eternizou o luto
E a nós, se dedicou.
Se são tristes esses meus versos,
É que ela já não está...
Mas há um brilho no universo...
Que é sua luz a nos guiar.
E o seu valor, será uma eterna flor,
Pois nunca murchará.

ALQUE
(Gravura: google imagem)

sábado, 23 de janeiro de 2010


O CULPADO

O homem, na ânsia de conquistar,
Furou a mata, cruzou o mar
E tomou pra si, o outro lado.
Levou consigo um deus de papel,
Com inferno, purgatório e céu
E com isso, tudo foi dominado.

Fez crer que Deus se impõe pelo medo...
E se protegeu criando segredos,
Por não tê-lo como explicar.
E todo aquele que pensava,
Destruiu, pois as suas amarras,
Neles, não conseguiu usar.

Por isso é que há uma visão errada,
Quando a terra, a ser massacrada,
Revolta-se e vira um carrossel.
Porque Deus, não tem culpa de nada,
Só nos dar o mapa das estradas...
E nos ama, sem cobrar aluguel.

ALQUE
(Gravura : google imagem)





















LEITOS QUE PULSAM...

As veias são como os rios,
Onde a água afoga a areia...
E o sangue, não faz desvio,
Bate no peito e incendeia...
Pois no leito dos amantes,
Não há tempos de vazantes...
Só ondas de maré cheia.

ALQUE
(Gravura: google imagem)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

NOITE ESPETACULAR, OUVINDO COSTA SENA CANTAR E DECLAMAR. 13/JANEIRO 2010




FOTO: Cris/ Show Oboé

POETA COSTA SENA/ FORTALEZA-CE

AGORA, AINDA MAIS POBRE






















AGORA, AINDA MAIS POBRE


Pobre de ti, Haiti...
Que não podia com ninguém...
Pois antes, já era Saci...
E hoje é morto e refém...
Com lágrima até o umbigo,
Ao chorar pelos castigos,
Que não sabe porque vêem.
Pobre de ti... Com essa tristeza na cara...
Sorrir, já era coisa rara,
E agora, tudo desertou....
Se antes havia uma casa,
Hoje há um vazio sem asas...
Que tenta fugir da dor.

Sei que dirão os profetas:
Que Deus já tinha essas metas
E que todos serão recompensados.
O que dizem, não passa de vícios,
Feito as promessas dos comícios...
Melhor seria, que ficassem calados.

ALQUE
(Gravura: google imagem)

Foto (google)



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010



O RETORNO

Em busca da refazenda,
Abri no peito um fenda,
Pois sai cedo do lar.
E hoje a minha prenda,
Estar à beira de um rio...
Antes o meu desafio,
Porque já quero voltar.

Já corri o mundo inteiro,
Fui peça do tabuleiro,
Nesse jogo de xadrez...
E aprendi que o primeiro,
Nem sempre é o verdadeiro...
É que alguém, perdeu sua vez.

Alque