Momentos Poéticos

Momentos Poéticos

sábado, 20 de novembro de 2010



TEMPOS DE SOLIDÃO


Sei, que muita coisa está melhor,
Não vou dizer que nada mudou,
O ruim é que o homem vive só,
E o culpado é a falta de amor.


Vive-se o individualismo,
Que é não confiar em ninguém,
E isso sempre leva ao abismo,
Um caminho que todos tem.


Por isso toda essas guerras,
Que fere e sangra a mãe terra.
O frio das ambições,
Congela os corações,
E separa o homem, com serras.


E o que fazer, pra mudar?
É nos vizinhos confiar.
Olhando sempre no olho,
Quebrando trancas e ferrolhos,
E voltando todos, a se amar.


ALQUE

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MINHA OBRA PRIMA



Hoje quero pintar,
Um quadro com o sorriso dela.
Que tem o brilho do luar,
E as cores de uma aquarela.

E nessa tela mostrar,
O quanto ela era bela.
Pois em todo bravio mar,
Foi a minha caravela.

Nele vou expressar,
Como fui feliz com ela.
E pra terminar,
Não posso deixar de falar,
Da falta que sinto dela.

Cris Menezes
Mãe Helena ( 15/11/ 52 - 30/08/09)


A Seu Lado


Estar com você,
Cada instante é mágico.
Selado com nossa união.
Entre nós não há tempestade,
Em nossa harmonia nada conspira.
Estando contigo,
Do amor somos abrigo,
Pois com ele tudo é partilha.



Cris Menezes

sábado, 6 de novembro de 2010



A GRANDE NAVE


Amor... Pequeno, só a palavra!
Quando vem quebra as amarras,
E quando vai mata o Condor...
Amor...São quatro letras apenas,
Mas se faltar no poema,
Esse, não terá leitor.

Pois vem dele, os nossos sonhos!
Transforma os tristes em risonhos,
E nas noites, faz um sol brilhar.
Em sua nave, nunca existe tarifa,
Nem jogo, nem traves ou rifas...
É feito uma ave, só quer voar.

Temo que essa nave, por andar vazia,
Perca a sua alegria, se aborreça e vá
Pra cama...
É esse, o grande dilema dos nossos dia,
Amor, é mercadoria, porque ninguém
Mais se ama.



ALQUE
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A VOLTA

Depois de voar sem destino,
Ouvi no peito um hino,
Dizendo: o que procuras, não há!
O bom da vida está nas lendas,
Que mesmo sem terem legendas,
Sempre nos fazem sonhar.

E voltei, lá pra o sonho da fazenda,
Onde um beijo era a melhor prenda,
Se um homem viesse a ganhar.
E ao chegar, vi só o velho cajueiro,
Que resistiu, e mesmo sem está inteiro,
Sua sombra, ainda veio me ofertar.

Fiquei ali, no seu caule, já sem ego...
Pensando, o quanto nós somos cegos,
Ao querermos só o futuro,
Se é do passado que vem as nossas lições,
E as melhores emoções...
O resto é um tiro no escuro.

ALQUE
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terça-feira, 2 de novembro de 2010


Nossos Extremos


Morte, certeza que a vida é transitória;

Saudade, sentimento infinito.


Cris Menezes

segunda-feira, 1 de novembro de 2010


OUTROS TEMPOS

Fico olhando pra essa juventude,
Envolvida, perdida, sem rumo...
E não ver nada além do consumo,
Que a domina, fascina-a e a ilude.

Veste os olhos de tons coloridos,
Como se houvesse só o visual!
E esquece que o papel principal,
Não tem cor ou sabor, só ouvidos.

Ah! Aqueles tempos, quanta saudade!
Tínhamos pouco, mas muita lealdade!
Um vizinho era como se fosse um irmão.

E hoje, triste vejo que tudo é mutante!
Os valores são água de rios vazantes,
Que não regam, se a planta for a emoção.



ALQUE

terça-feira, 12 de outubro de 2010



MUDANÇA RADICAL

Quando a máquina chegou,
Foi-se o tempo dos avós.
Fez morrer “aquela” flor
E muitos rios ficaram sem foz.
Pensar, ninguém mais quer,
Porque ela, tudo faz.
Desde o leite e o café,
Até a guerra e a paz.
Só não faz, a emoção!
Isso é lá com o coração,
De um homem e uma mulher.
E quando escreve, amor,
É sem brilho no olhar.
Pois não sabe o valor,
Da beleza de um luar.
Tanto faz noite ou dia,
Ela é ausente e fria...
Não sabe rir e nem chorar.

ALQUE
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

HOMENAGEM A EURICO BIVAR



HOMENAGEM A UM AMIGO (BIVAR + 07/10/2010)


Sei, que não queria ir agora,

Sua hora, ainda tinha quase meia!

E se o tempo encurtou a sua história,

Em nossa memória, será sempre a lua cheia.


E ficará o seu sorriso, que não tinha encenação

Porque tudo era improviso de um grande coração.


Se estamos hoje cheios de tristeza

É por não tê-lo mais em nossa companhia

Mas onde ele estiver será sempre uma luz acesa,

A mostrar bons caminhos e dividindo toda sua alegria.


ALQUE
Foto: Cris Menezes

domingo, 3 de outubro de 2010

PARA REFLETIR:



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UM MERECE O OUTRO

Político usa a nação,
Pra enricar sua gente.
E nessa corja de ladrão,
Muitos, até usam patentes.
E povo que é a plantação,
Alguns mostram indignação,
Mas a maioria, gosta das correntes.

Cris Menezes
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domingo, 19 de setembro de 2010



ELES

Veio um passarinho me dizer,
Que já não consegue mais voar.
E que fica olhando o anoitecer,
Na esperança dele clarear.
Conta suas tristezas, a mim, na praça!
Sabe da incerteza da fumaça,
Que deixa muitos sem respirar.

E chora uma planta, entre outras tantas,
Pelo verde que o cinza pintou...
E o juazeiro, solitário nos terreiros,
Resiste, feito o canário seresteiro,
Que na gaiola, triste canta sua dor.

Sei que um deles, também sou,
Pois faço parte do sistema...
Mesmo falando de amor,
E pondo flor nos meus poemas,
Ainda assim, sou predador,
Abro feridas, planto dor...
Tenho culpa desses edemas.

Alque


O SONHO

Canto, mesmo quando sangra o peito...
Procurando um jeito, procurando um leito...
Como dividir pra todos, o direito!
Pois não está na cor, nosso valor ou os defeitos.

Meu sonho é ver em cada dia,
Um belo horizonte, com pontes, só de alegria!
Com os rios, todos alados,
Voando ao nosso lado, pra não haver travessia.

Amor e água, remédios incolores...
Um traz a cura pras mágoas,
E o outro, a vida pras flores.

ALQUE

terça-feira, 7 de setembro de 2010



Rompendo o Silêncio

Foi se a madrugada,
Levando consigo,
O silêncio da noite,
Que nosso sono embalava.

E veio a aurora,
Trazendo o amanhecer,
Acompanhado do canto dos pássaros,
Despertando corações com amor,
Ou a vida com o som de um despertador.

E assim aponta no horizonte,
O astro rei irradiante,
Acordando toda uma nação.
Num agitado corre corre,
De uma diária rotina,
Sem mais espaço pra contemplação.

Cris Menezes
Gravura (google imagem)


A FONTE

Busquei no horizonte, a fonte do sorriso.
Subi montes, desci montes, em busca do paraíso...
E depois de milhas e milhas,
O tempo veio me dizer:
Que só há um lugar para procurar,
É dentro de você!

Tem que abrir janelas, cancelas e porões...
E ver que uma favela, não revela só vilões!
E tirando do peito todo preconceito,
Sem escolher cor,
A fonte virá... E virá pra ficar!
Pois ela é o amor.

ALQUE
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