Momentos Poéticos

Momentos Poéticos

sábado, 15 de outubro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011



A VIDA

A vida é como um solo,
Com alto, plano e descida.
Num dia, descanso e colo...
No outro, choro e partida.
Pois ela é dor e remédio,
E também fome e comida...
Num dia, tristeza e tédio,
No outro, feliz da vida.
É misto de anjo e fera...
Olhos secos no verão,
E no inverno, inundação...
Mas as folhas do outono
Renascem depois do sono...
Quando chega a primavera.
Porque nem sempre é sorriso,
Há dias em que tudo é breu...
E pra chegar ao inferno ou paraíso,
Os caminhos são os seus.

ALQUE


domingo, 4 de setembro de 2011




Carta de Gratidão

Amada mãe Helena, eu uma de suas filhas, venho nestas singelas letras, agradecer. Primeiro a Deus, por presentear ao nosso lar, essa mãe tão magnífica, que não veio a envelhecer conosco, mas deixou que seu amor se eternizasse em nós.
Agradeço-lhe Heleninha, por todos os anos vividos em sua companhia e quão poucos foram, com sua partida repentina. Por cada lição de amor e aprendizado, que a nós dedicou. Pelos momentos compartilhados e inesquecíveis (alegres e difíceis). Por seu colo materno e seu ombro amigo, sempre a nos oferecer quando precisávamos; por um abraço, um cafuné, um conselho ou um sermão, dados de coração.
Mãezinha, somos gratas a você, pois se hoje tentamos enfrentar a dor de sua ausência, é porque nos fez fortes, pedacinhos de sua essência.
Mãe, como Deus nos foi maravilhoso, florindo nosso jardim da vida com essa roseira tão preciosa que é você, e semeando esse eterno amor em nossos corações, fazendo-a inolvidável a nossa memória.
Obrigada mãe, por eu ser uma de suas filhas e por muito mais!
Obrigada Senhor, por termos nascido de nossa mãe Helena!
Com carinho, essa filha que tanto sente sua falta.

Cris Menezes




Maria Helena ( 15/11/52 - 30/08/2009)

domingo, 14 de agosto de 2011

HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS






PAI

Pai, nunca se vai!
É como o sol...
Que à noite, cai,
Mas de manhã, volta o farol.

Para aquecer e nos guiar,
Pelos caminhos...
É o vento e o mar,
E nunca nos deixa sozinhos.

Se canto assim é que a pouco, o meu perdi.
Que em mim deixou mais que a saudade...
Suas razões, são as lições que aprendi,
E as levarei para além da eternidade.

ALQUE




Oferta a meu pai

Pai, ofereço-lhe minha oração, palavras de bençãos;
Que valem mais que um abraço ou um presente em mãos.

Cris Menezes


Gravuras (google imagem)

Sua Namorada

Desejo ser pra você,
Sua eterna namorada.
Sempre sua mulher amada.
Quero lhe envolver com palavras,
Quero lhe acariciar com a alma,
E lhe enamorar por longas datas.
Pois, só ao seu lado encontrei...
A harmonia, o amor e a alegria.
Descobri minha outra metade,
Desvendei o ápice da felicidade.
E mais que um sonho, me faz na realidade,
A namorada mais querida e desejada.

Cris Menezes

Gravura (google imagem)

PRISIONEIRO DE MIM

Queria ser como um rio,
Livre,sempre a viajar...
Enfrentando desafios,
Calor ou frio...
Sem ter hora e nem lugar.

Queria ser um navio,
Para poder navegar...
E não ter esse vazio,
Com o sorriso por um fio...
Entristecendo o meu cantar.

Mas, como eu não sou,
Fico sempre aonde estou...
E tento fazer dos espinhos,
Remédio pra minha dor.

ALQUE

Gravura (google imagem)

domingo, 7 de agosto de 2011



PAZ, É DO QUE PRECISAMOS

Um coração, quando vive sem paz,
Flores é o que nunca traz,
E é triste, feito o verão...
A razão, é que perdeu o seu cais,
E são os seus temporais,
Quem tiram a sua visão.

E não ver, as plantas na primavera...
É o silêncio, caminho que lhe espera...

Feliz eu sou? Não sei se posso dizer,
Mas o que eu quero ter,
É sorriso, em vez de dor.
Não quero ser como o Outono,
Que deixa uma planta com sono,
E lhe rouba seu brilho e a cor.

ALQUE


A VIDA

A vida é um filme diário,
Encenado sempre de improviso...
Com textos, às vezes hilários,
E outros, que matam o sorriso.
Não há cortes e nem emendas,
E a soma de toda a sua renda,
Vai para o um ator solitário...

Porque cada um de nós,
É o dono do próprio cinema,
Que igual a um rio, tem foz,
Donde jorra a ira, ou o poema...
Pois nos fere e cura num segundo,
E é igual, pra o nobre ou vagabundo,
Cada um, chega só pra onde rema.

E por ser uma desconhecida,
É que a vida tem tanta beleza,
Pois si há choro em uma partida,
Sua volta traz todos pra mesa...
E as cenas, todas de alegria,
Mudam a cara daquele dia,
Que era uma só tristeza.

Toda vida é assim!
Animal, vegetal,
Tem começo e fim.
Só não tem frases feitas,
Porque sua colheita,
Pode ser grãos ou capim.

ALQUE

sábado, 30 de julho de 2011


A Magia de um menino

Esta é a história de um menino,
Que nasceu príncipe de um reino
(A casa da Vó Helena).

Por uma metamorfose passou,
Nela hibernou e um urso polar virou.
Cercado de amor, num oceano mergulhou,
E hoje é como um belo peixe,
Que com seu nadar a todos encanta.

Conquistou um universo bem estrelado,
Tendo a vovó como sua estrela guia.
A madrinha, é a luz de sua constelação,
Que a tudo vibra de emoção e alegria.

Pra ele, a mãe e o pai são seus astros rei,
Na Mariná, está o sorriso que ele admira,
E a Anja, é a calda do seu cometa.

Suas estrelas de energia são as tias.
Ainda tem o tio-padrinho que chegou devagarinho,
Cantando: “Essa bola é a bola do menino”.
Companheira de todos os dias.
E seus satélites são os amigos,
Com quem troca aprendizados.

Sonhou até com uma nave e pra piloto quis o avô.
E tudo que é pequeno, no seu baldinho,
Ele guarda e carrega com carinho.
Esse menino que nos envolve com sua fantasia,
Em seu especial coração, o que reina é a magia.

Cris Menezes

Homenagem ao meu sobrinho Gabriel
Foto (Cris Menezes)


NOSSO SAL

Amigo (a); é a luz da manhã,
Que sempre chega mais cedo!
Amigo (a); é a roupa de lã,
Para os dias de degredo...
É uma eterna aliança,
E é dele a brisa mansa,
Que nos livra dos rochedos.

Amigo (a) é; mão estendida,
É vida em comunhão!
E quando há uma partida,
Guarda tudo, o coração...
E feito uma tatuagem,
Ele, do rio é as margens,
Que bloqueia a inundação.

Amigo, é Dalva e é João,
Não há sexo em sua horta!
É quem nos traz pra razão,
Quando as retas ficam tortas...
Seu ombro não tem calendário,
Pois para qualquer horário,
Sempre abrirá uma porta.

Não é só porque se tem dinheiro,
Que será sempre Fevereiro,
Com brilhos de litoral!
A comida, depende de um tempero,
Pra ficar com gosto e cheiro...
E um amigo (a), é o nosso sal.

ALQUE

Homenagem ao Dia do Amigo - 20 de Julho
Gravura (google imagem)

segunda-feira, 11 de julho de 2011



Boas Lembranças de Julho

Julho vem chegando,
E as férias iniciando.
São boas lembranças,
Desses dias tão esperados.
Viagem pra o interior,
Família, amigos reunidos,
Muitos livros na mala,
Leituras e descansos.
Manhãs frias, sol raiando,
Galos cantando nos terreiros,
Ventos, balançando as palhas dos coqueiros,
Numa sinfonia a cantar.
Caminhadas na praia,
Banho de mar, catando conchas na areia,
Redes na varanda, pra um pôr de sol apreciar.
A tardinha, colher as ramas de batatas doces,
Sentindo o cheiro de terra, de relva e de vida.
Ah! Grandes momentos guardados na memória,
E agora, registrados na minha estória.

Cris Menezes

domingo, 26 de junho de 2011






DESABAFO DE UM DESEMPREGADO

Pedro e João foram falar com Antônio..
Viram o tristonho... Viram o tristonho...
Seria cansaço pelos tantos matrimônios?

E em poucas palavras, ele contou:
Que não havia mais valor na sua missão.
E hoje estava tudo mesmo ao contrário,
E sentia pena do vigário; também perdera a função.

Pois casamento, já não é mais procurado,
E sentia-se desempregado...
O que iria fazer?
Não via mais, aquelas belas fogueiras,
E nem facas na bananeira...
Pra o amado aparecer.

E ficaram os três, a recordar aqueles dias,
Onde tudo era alegria!
Com muita dança, paçoca e aluá,
E hoje, nem mais lua há...
Só muita hipocrisia.

ALQUE

Gravura (Google imagem)





Retalhos de uma Vida

Ela montou cada quadradinho,
Pedacinhos de sua personalidade,
E de um caráter inabalado,
Pois pra vida fora forte,
Iluminada e determinada a vencer.
Juntou estampas, cores e listras,
Mas foram as flores,
Que encheram seu viver de alegrias.
Assim cozeu sua colcha de retalhos,
Desmanchou o que foi preciso,
E costurou mais uns pedaços.
Nela ficou contida memórias e estórias,
Que a vida lhe ofereceu pra viver.

Cris Menezes

Gravura (Google imagem)

sábado, 18 de junho de 2011

AO SENHOR ZECA MUNIZ



A COLHEITA

Passarinho que sonhou com o mar...
Saiu pra voar e nele se perdeu...
Só quis o amor, mas não o pintou,
Por não ter lápis de cor,
E ninguém o entendeu.

Pássaros são assim!
Pois vivem voando...
Estão dentro de si,
Sempre, partindo e ficando....

Seu voo foi longo,
Em escombros e breus...
E teve alguns tombos,
Mas, um dia arrefeceu...
E hoje, em céu de brigadeiro,
Planeja o voo derradeiro...
Por já está junto dos seus.

E eu te digo, velho passarinho:
Segue teu destino!
Que os teus meninos,
Saberão cuidar do ninho.

ALQUE

sábado, 11 de junho de 2011

HOMENAGEM AOS NAMORADOS



O SUPRA-SUMO DA VIDA

Se a sua retina sempre ver alguém,
Mesmo sem ele está presente...
E o peito, bate diferente...
Saiba: Você está contaminado,
Pelo vírus dos apaixonados...
Mas não tema... Só lhe fará bem!


Alque