Trará água, em cada olho...
Ela é estranha correnteza,
Trancada com mil ferrolhos.
Vou fugir desse assunto,
Pois no final já pus ponto,
E quero todo mundo junto,
Para ouvir o que hoje conto.
É sobre o homem e a mulher,
Que ninguém sabe o que quer...
E pensando, até fico tonto.
Quem é magro, que gordura,
Quem é gordo quer perder...
O pequeno quer altura,
E o grande diz: o que fazer,
Com esse tamanho do pé?
Não arrumo uma mulher!
O resto, eu não vou dizer...
A loira quer ser morena,
E no forte sol se bronzeia,
Não pensa no seu dilema,
Quando a pele ficar feia.
Na busca pela beleza,
Vira um bife à milanesa,
Fritando, ali, na areia.
Loucura está nos cabelos!
Se for escuro, clareia,
Quando é crespo, faz novelo...
Antes usava uma meia.
E se liso o cabelo for,
Ela não lhe dar valor,
E o transforma, o cacheia.
E quando vai desbotando,
Ela também não aceita...
Não quer o tempo passando,
Sai procurando receitas...
E pra esconder sua idade,
Em nome da vaidade,
Ela a tudo se sujeita.
Reclama a boca pequena:
Se eu pudesse a cresceria!
Não sai em fotografia.
Vai correr no calçadão,
Passa cremes, usa cintas,
Ele nunca passa dos trinta.
Da tinta, ele nunca esquece,
Pois toda semana pinta.
Esconde de todo jeito...
As revelações que fiz...
Agredir ninguém não quis.
Porque a vida é momento,
E o bom mesmo é ser feliz.












