Momentos Poéticos

Momentos Poéticos

sábado, 30 de julho de 2011


A Magia de um menino

Esta é a história de um menino,
Que nasceu príncipe de um reino
(A casa da Vó Helena).

Por uma metamorfose passou,
Nela hibernou e um urso polar virou.
Cercado de amor, num oceano mergulhou,
E hoje é como um belo peixe,
Que com seu nadar a todos encanta.

Conquistou um universo bem estrelado,
Tendo a vovó como sua estrela guia.
A madrinha, é a luz de sua constelação,
Que a tudo vibra de emoção e alegria.

Pra ele, a mãe e o pai são seus astros rei,
Na Mariná, está o sorriso que ele admira,
E a Anja, é a calda do seu cometa.

Suas estrelas de energia são as tias.
Ainda tem o tio-padrinho que chegou devagarinho,
Cantando: “Essa bola é a bola do menino”.
Companheira de todos os dias.
E seus satélites são os amigos,
Com quem troca aprendizados.

Sonhou até com uma nave e pra piloto quis o avô.
E tudo que é pequeno, no seu baldinho,
Ele guarda e carrega com carinho.
Esse menino que nos envolve com sua fantasia,
Em seu especial coração, o que reina é a magia.

Cris Menezes

Homenagem ao meu sobrinho Gabriel
Foto (Cris Menezes)


NOSSO SAL

Amigo (a); é a luz da manhã,
Que sempre chega mais cedo!
Amigo (a); é a roupa de lã,
Para os dias de degredo...
É uma eterna aliança,
E é dele a brisa mansa,
Que nos livra dos rochedos.

Amigo (a) é; mão estendida,
É vida em comunhão!
E quando há uma partida,
Guarda tudo, o coração...
E feito uma tatuagem,
Ele, do rio é as margens,
Que bloqueia a inundação.

Amigo, é Dalva e é João,
Não há sexo em sua horta!
É quem nos traz pra razão,
Quando as retas ficam tortas...
Seu ombro não tem calendário,
Pois para qualquer horário,
Sempre abrirá uma porta.

Não é só porque se tem dinheiro,
Que será sempre Fevereiro,
Com brilhos de litoral!
A comida, depende de um tempero,
Pra ficar com gosto e cheiro...
E um amigo (a), é o nosso sal.

ALQUE

Homenagem ao Dia do Amigo - 20 de Julho
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segunda-feira, 11 de julho de 2011



Boas Lembranças de Julho

Julho vem chegando,
E as férias iniciando.
São boas lembranças,
Desses dias tão esperados.
Viagem pra o interior,
Família, amigos reunidos,
Muitos livros na mala,
Leituras e descansos.
Manhãs frias, sol raiando,
Galos cantando nos terreiros,
Ventos, balançando as palhas dos coqueiros,
Numa sinfonia a cantar.
Caminhadas na praia,
Banho de mar, catando conchas na areia,
Redes na varanda, pra um pôr de sol apreciar.
A tardinha, colher as ramas de batatas doces,
Sentindo o cheiro de terra, de relva e de vida.
Ah! Grandes momentos guardados na memória,
E agora, registrados na minha estória.

Cris Menezes

domingo, 26 de junho de 2011






DESABAFO DE UM DESEMPREGADO

Pedro e João foram falar com Antônio..
Viram o tristonho... Viram o tristonho...
Seria cansaço pelos tantos matrimônios?

E em poucas palavras, ele contou:
Que não havia mais valor na sua missão.
E hoje estava tudo mesmo ao contrário,
E sentia pena do vigário; também perdera a função.

Pois casamento, já não é mais procurado,
E sentia-se desempregado...
O que iria fazer?
Não via mais, aquelas belas fogueiras,
E nem facas na bananeira...
Pra o amado aparecer.

E ficaram os três, a recordar aqueles dias,
Onde tudo era alegria!
Com muita dança, paçoca e aluá,
E hoje, nem mais lua há...
Só muita hipocrisia.

ALQUE

Gravura (Google imagem)





Retalhos de uma Vida

Ela montou cada quadradinho,
Pedacinhos de sua personalidade,
E de um caráter inabalado,
Pois pra vida fora forte,
Iluminada e determinada a vencer.
Juntou estampas, cores e listras,
Mas foram as flores,
Que encheram seu viver de alegrias.
Assim cozeu sua colcha de retalhos,
Desmanchou o que foi preciso,
E costurou mais uns pedaços.
Nela ficou contida memórias e estórias,
Que a vida lhe ofereceu pra viver.

Cris Menezes

Gravura (Google imagem)

sábado, 18 de junho de 2011

AO SENHOR ZECA MUNIZ



A COLHEITA

Passarinho que sonhou com o mar...
Saiu pra voar e nele se perdeu...
Só quis o amor, mas não o pintou,
Por não ter lápis de cor,
E ninguém o entendeu.

Pássaros são assim!
Pois vivem voando...
Estão dentro de si,
Sempre, partindo e ficando....

Seu voo foi longo,
Em escombros e breus...
E teve alguns tombos,
Mas, um dia arrefeceu...
E hoje, em céu de brigadeiro,
Planeja o voo derradeiro...
Por já está junto dos seus.

E eu te digo, velho passarinho:
Segue teu destino!
Que os teus meninos,
Saberão cuidar do ninho.

ALQUE

sábado, 11 de junho de 2011

HOMENAGEM AOS NAMORADOS



O SUPRA-SUMO DA VIDA

Se a sua retina sempre ver alguém,
Mesmo sem ele está presente...
E o peito, bate diferente...
Saiba: Você está contaminado,
Pelo vírus dos apaixonados...
Mas não tema... Só lhe fará bem!


Alque

DECLARAÇÃO AO MEU AMOR



Rouxinol do Meu Jardim

É ele que vem cedinho,
Cantando pra me acordar.
Trazendo em suas asas,
Raios de sol, pra me iluminar.
Em seu bico carregando,
Gotas de orvalho, pra nos brindar.
Fazendo do meu amanhecer,
Um lindo desabrochar.
E cheia de alegria,
Minhas pétalas a valsar,
Ouvindo seu belo canto,
Como se fosse um encanto,
Nossos corpos exalam amor pelo ar.

Cris Menezes

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sábado, 28 de maio de 2011


CANTAR É O REMÉDIO

Se um dia eu não puder cantar,
Sei que meu peito vai chorar,
E vai sangrar meu coração.
Pois cantar pra mim é como o mar,
Com sua areia pra abraçar,
Se lhe faltar, tudo mais é escuridão.

Mesmo quando há dias incertos,
E a guerra tenta chegar perto,
Mas não pode se aproximar,
Pois entre nós dois, há um deserto,
Invisível a olhos abertos,
Feito do cheiro, desse meu cantar.

Guerra pra mim, só de amor!
Fogo e calor, só dos corpos a se abraçar.
E nos olhos de cada criança, quero esperança...
Pra que o mundo, ainda possa sonhar.

ALQUE

Gravura (Google imagem)


ABRACEMO-NOS!

Às vezes vejo, alguém sem braços,
Sorriso escasso... e tem sua razão,
Mas o peito, tem um rio de abraços,
E sem fracasso de sua condição...

E em outros, vejo saudáveis braços,
Mas sem espaço pra emoção,
Porque no peito, leva o cansaço,
De andar o passo da multiplicação.

Por que não abraçar, se é tão bom?
É o seu dom, nos fazer feliz.
E quando há cheiro e um batom,
O homem fica, mesmo por um triz.

ALQUE

Gravura (google imagem)

domingo, 22 de maio de 2011



PRA UM MUNDO MELHOR

Ajude um irmão, sem saber quem é.
Pois a multidão, de tanto ouvir não.
Está perdendo a fé.

Divida o saber, com quem pouco tem.
Que só faz crescer, ele e você.
E pra o mundo faz bem.

Ponha seu sorriso, nas tristes caras de drama
E tire esse aviso, que diz; não pode pisar na grama.

Pra um mundo melhor, vamos dar as mãos.
Pois quem vive só, está assim de pó!
Cobrindo sua ilusão.

E ao ver cair, lágrimas de um olhar,
Em vez de fugir, o ensine a sorrir,
Que é o que vai lhe curar.

ALQUE

sexta-feira, 6 de maio de 2011


MÃE

Mãe é Colibri,
Pairando no ar...
Mãe é Bem-ti-vi,
Que canta, pra não chorar.
Mãe é brisa boa,
Que nos faz navegar...
Mãe é uma canoa,
Que sempre volta do mar.

Mãe, é o que há de melhor!
Nunca deixa um filho, só.
Pois se o corpo está ausente,
A alma se faz presente,
Desfazendo os nossos nós.

Mãe, é roupa quente no frio,
E água fresca de rio,
Para os tempos de calor.
Mãe, é força que nos afaga,
É luz, que nunca se apaga,
Pois seu brilho é o amor.

ALQUE

Fto (Gislane Menezes & Artur Vinícius)


Figura Materna

Toda mulher, nasce pra ser mãe;
Mas, nem toda mãe tem esse desígnio.
Pois, há a que aborta, abandona...
E até vende, troca ou dá seu filho.

Porém, há as verdadeiras mães...
Aquelas que dedicam seu viver,
Nessa missão tão divina, sublime e árdua.

Exalto as mães de coração...
Aquelas que não são de sangue,
Mas representam essa figura materna.
São elas: as tias solteironas,
As madrinhas,
As velhinhas solitárias (viram avós),
As irmãs de caridade,
E mulheres que a natureza não as fez férteis,
As mãe adotivas.

Cris Menezes
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HOMENAGENS AS MÃES




Mãe ...

Umbigos ligados,
Elo inseparável.
Amor materno,
Divino e eterno.

Cris Menezes

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domingo, 1 de maio de 2011

HOMENAGEM AO TRABALHADOR



Vida Operária

Viver nesse capitalismo que nos assola e transforma o trabalho em uma lida não só diária, mas muitas vezes sem folgas, em troca de horas extras para garantir o sustento, mesmo que seja sem uma sobrevivência digna, é o que acontece com a maioria dos operários.
Bom pra vida, seria trabalhar pra viver e não viver pra trabalhar, mas nos deparamos com o consumismo que faz do homem um escravo do ter.
Refletindo esse assunto, descobri que o maior luxo que um trabalhador pode se dar, é usufruir um dia de folga, deitado (numa cama, numa rede ou numa varanda), deixando o dia passar sem a correria da rotina diária.
O homem dos nosso dias, não descansa, achando que quanto mais trabalhar, chance terá de no futuro gozar de uma boa aposentadoria, mas engana-se, pois a máquina humana depende do presente pra ter uma melhor qualidade de vida na velhice.


Cris Menezes