Momentos Poéticos

Momentos Poéticos

sábado, 20 de junho de 2009

UM BOSQUE ABANDONADO




Um Bosque Abandonado


Sempre ao passar por aquela praça, tão central, rodeada por árvores e alguns feirantes de flores; surgia em mim o desejo de conhecê-la melhor, sentando em seus bancos e admirando sua natureza exuberante.
Mas, tamanha foi minha decepção, pois a praça que tanto me atraia , encontra-se em completo abandono, servindo apenas para morada de gatos, pois é grande o número dos mesmos por lá espalhados e aninhados, e a fedentina causada por eles.
Fiquei triste com a realidade. Como pode estarmos vivendo uma era onde o verde tem que ser preservado, o reflorestamento conscientizado, o meio ambiente cuidado e amado e encontrarmos situações dessa natureza? Culpo nossos governantes por tal descaso, pois cuidar de jardins e praças não traz nenhum lucro.
De sua história sei um pouco, na década de 70, os militares tinham como primeiro serviço do dia, regar as plantas e fazer a limpeza da praça, contou-me um ex-militar.
Hoje de bosque só tem o nome, mas outrora já fora orgulho de seus vizinhos, sendo um lugar agradável para encontro de amigos e um bom bate papo.
Cadê a sensibilidade de sua vizinhança atual, que não faz com que o poder público preserve essas áreas verdes que ainda temos?
Cris Menezes


PS: A PRAÇA QUE ME REFIRO, ESTÁ LOCALIZADA ENTRE AS AVENIDAS DES. MOREIRA, PE. ANTÓNIO TOMAZ, A RUA TORRES CÂMARA E FICA EM FRENTE AO HOSPITAL MILITAR, NO BAIRRO ALDEOTA EM FORTALEZA-CE.

domingo, 14 de junho de 2009

BRILHOS NOS OLHOS


BRILHO NOS OLHOS
Não marque um dia pra amar...
Plante um eterno luar,
Dentro do seu coração.
Porque vida sem amor,
É como um jardim sem flor...
É morar com a solidão.
Faça como a areia e o mar...
Que estão sempre a se esfregar...
Lá na arrebentação.
Ponha brilho no olhar!
E se sorrir e chorar,
Faz parte da emoção.
Ame do acordar, ao seu adormecer...
E até se sonhar...
Mas primeiro ame você!
Se não, ninguém vai te querer.
ALQUE

O REMÉDIO


O REMÉDIO
Amor é como a alegria...
O tanto que se tenha,
Nunca nos sacia...
Queremos sempre, mais e mais!
É ele que nas ventanias...
Usa a sua senha,
E as faz calmarias...
Nos mostrando, o caminho do cais.
ALQUE

O SUPRA-SUMO DA VIDA

Se a sua retina sempre ver alguém,
Mesmo sem ele está presente...
E o peito, bate diferente...
Saiba: Você está contaminado,
Pelo vírus dos apaixonados...
Mas não tema... Só lhe fará bem!

ALQUE

quarta-feira, 3 de junho de 2009

QUERO PRA VIDA

Quero cores e flores,
Sempre ao meu redor.
E que os amigos e livros,
Nunca me deixem só.

Quero o canto dos pássaros,
E som das marés...
E só verdes caminhos,
Onde brotem a fé.

Quero um lar, não abrigo,
E castigo quando eu merecer.
E que em cada lição,
Tenha sonho, mas também a razão,
Pra eu poder crescer.

Quero do amor,
Seus olhinhos assim...
A me olhar sem ter fim.

Quero seu sorriso sereno,
Assim como um aceno,
Sempre a me chamar.
E seus beijos;
Que me trazem desejos,
De te amar... De te amar...

CRIS MENEZES

domingo, 31 de maio de 2009

PLANTA RARA






















PLANTA RARA

Quem a ver tão frágil assim,
Feito uma flor de carmim,
Não sabe do que ela é capaz.
O sorriso cheira a flor,
E no peito há um rio de amor,
E os olhos são duas pedras de cristais.
Mulher... Menina... Mulher...
Por todos lhe terem fé,
Sempre é chamada, nos grandes temporais.
É pena que os valores,
Tenham mudado de cores...
Pois essa planta, não há mais nos quintais.
Não digo que ela é santa!
Mas sua bondade é tanta!
Que toda guerra, ela enfrenta com a paz.



ALQUE

MINHA RUA

MINHA RUA
A rua onde moro, outrora fora animada; nela ao cair a noite, toda criançada brincava de esconde-esconde, boca de forno, bandeirinha e outras. Mas ai, vieram as mudanças da cidade; e aos pouco essa diversão foi deixando saudades. A tranquilidade de antes, agora não mais existe. Nas calçadas não se pode mais sentar, pois o medo da violência que nos cerca é de atormentar, as portas todas fechadas com muros e cercas, como sinal dos novos tempos, onde o coletivo não tem mais espaço.
Hoje essa rua é meu caminho de ida e volta, quase sempre apressada; sem crianças nas calçadas e as brincadeiras já esquecidas. É apenas o lugar por onde passo e digo aos vizinhos, alguns até estranhos, um cumprimento gentil e educado.


CRIS MENEZES

SE A TERRA FOSSE UM POETA

SE A TERRA FOSSE UM POETA

Se a terra um poeta fosse...
Tudo viria mais doce...
Até mesmo a maresia!
O mar, seria no sertão...
Pra não faltar a plantação,
Do homem, no próprio chão...
São os dois; bela poesia.
Os dias, seriam amenos...
Com chuvas, só de sereno,
Pra não haver destruição.
E as noites, sempre com lua cheia!
Pondo brilho na areia...
Onde o sangue pulsa nas veias,
No encontro da paixão.
Seria essa a sua guerra!
Dois corpos que em um se encerra,
Com bombas, só de alegria.
As plantas, seriam suas vacas santas,
Pois são o que nos encanta!
E não haveria tantas... Tantas...
Tantas etnias!


ALQUE

sábado, 23 de maio de 2009

PALAVRAS

PALAVRAS

Palavras expressam a alma e transmitem calma.
Palavras espalham-se ao vento e unem sentimentos.
Palavras iniciam e findam as guerras,
Delas dependemos pra termos paz na terra.
Palavras preenchem o coração,
E dão vida a uma canção;
Pois encantam e emocionam,
Mas há algumas, que machucam e desencantam!


Cris Menezes

sábado, 9 de maio de 2009



O PODER DAS MÃOS


Mãos que acariciam e afagam,
Mãos que agridem e mentes apagam.


Mãos que acolhem peitos vazios,
Mãos que oram e reverenciam.


Mãos que sufocam, pois sãos doentias,
São as mãos que cortam nossas alegrias.
Mãos que escrevem, pintam e tecem,
E que tocam belas melodias.


Que poder temos nas mão:
O de acenar a paz!
E de assinar a guerra!
O de cultivar a terra!
O de colher com o esperar...
O de aplaudir e destruir sem sobressalto.


Mas o grande poder está:
Nas mãos que embalam e ninam uma criança,
Abençoando-a com o coração cheio de esperança!


Cris Menezes

domingo, 26 de abril de 2009

POR VOCÊ



POR VOCÊ


Por você...
Desnudei minha alma,
Enchi meu espírito de calma.
Meus sonhos, viraram realidade!
E hoje minha vida, exala felicidade!


Cris Menezes

DO QUE MAIS GOSTO

DO QUE MAIS GOSTO

São tantas ,as coisas que gosto,
Que uma semana encheria...
Como o nectar da cana,
E o núcleo da melancia.
Mas o que eu gosto mais:
É ser um eterno cais;
Pra ancorar as minhas crias.

Gosto do verde do inverno,
Com cheiro de alegria...
Não ter que vestir um terno,
E ver a barra do dia.
Mas do que eu gosto mais:
É ser um eterno cais;
Pra ancorar as minhas crias.

Dar e receber carinho,
Pra viver em harmonia...
Pois não estou mais sozinho,
Encontrei quem eu queria.
Mas do que eu gosto mais:
É ser um eterno cais;
Pra ancorar as minhas crias.

Gosto da sinceridade,
E do clima das serranias...
Também da minha idade,
De rima e filosofia.
Mas do que eu gosto mais:
É ser um eterno cais;
Pra ancorar as minhas crias.

De ver um imenso coro...
Cantando, em vez de choro;
Era o que eu gostaria.
E as idéias principais,
Sendo mesmo pela paz...
Que maravilha seria!
Mas do que eu gosto mais:
É ser um eterno cais;
Pra ancorar as minhas crias.

ALQUE
“TEMPOS” QUE TRANSFORMAM

Sempre, chegamos cristalinos...
Belos meninos!
O choro, é um eterno hino,
Mas a esperança é mortal.
Pois o tempo, dono dos destinos,
É como um redemoinho,
Que nos joga, feito lança...
Para o bem ou para o mal.

Cabe a nós criar os diques...
Pra não comprar em butiques,
Com seus presentes fechados.
Mas as escolhas, são como as folhas...
Existem sempre dois lados.
E os que fazem direito,
No fim, mudam seus conceitos,
E viram os magistrados...

Esses deuses homens!
Imunizados da fome,
E acima do que mais brilha.
Chora a nossa confiança...
Pois não conhece essa dança...
Que é moda em toda ILHA.

ALQUE

ZONA LIVRE

ZONA LIVRE

Sempre que o sol cruza com o mar,
Surge coisa boa...
O clima é atoa, e a rima é amar.

É onde tudo pode!
Artéria explode...
Com sexo no ar.
Escondem na rua.
E lá ficam nuas,
A nos provocar.

E o vento põe todas no seu laço...
E com um abraço, cheio de libido,
Toca frente e verso...
E às vezes, perverso...
Ronda seus segredos!
Mas ele não mete medo,
Porque nada é proibido.

Há uma explicação!
É que o pecado não curte a maresia...
Por medo da oxidação,
Fica no sertão, junto com as romarias.
Onde nada é permitido...
Só os amores escondidos...
Nos conventos e sacristias.

ALQUE
CD ALQUEIRES DE POESIAS

domingo, 19 de abril de 2009

DELÍRIOS DE UM POETA


DELIRIOS DE UM POETA


Ali... Onde vive o teu olhar...
Nada vai ficar...
Pois tudo é mutante.
E esse tudo é livre como o ar...
Que ao ti beijar...
Já sai radiante.
Sabe que valeu...
A sua ‘terra’ tremeu...
Por alguns instantes.
Ai quem me dera, eu ser uma leve brisa...
Pra tocar tua pele lisa...
E teu peito acalantar...
E ouvir de novo esse som do teu sorriso...
Do qual eu tanto preciso...
Mas tão longe estás...



ALQUE
CD ALQUEIRES DE POESIAS